justificativa

Justificamos a todo e qualquer ato que praticamos.
Justificamos nossa raiva, nosso desamor, nossa falta de caridade, nossa falta de fé.
Justificamos nossos erros dizendo não termos noção do que estávamos fazendo.
Justificamos nosso desamor por qualquer outro ser humano, dizendo que ele não gosta de nós também.
Justificamos, justificamos, justificamos, mas sem nunca assumirmos absolutamente nada.

Sempre colocamos as culpas em cima dos outros.
Foi um olhar que nos lançaram e do qual não gostamos; foi um gesto mais afoito e que mal interpretamos; foram palavras mal colocadas que nos açodaram a ira mas, para nós, sempre as desculpas, as justificativas.
Por que isso? Estamos enganando a quem agindo dessa maneira? Só a nós mesmos…
Aos olhos do Criador nada pode ser escondido.
Aos olhos do Criador todas as nossas faltas estão sendo vistas como quando nos olhamos num espelho e nos vemos nitidamente, sem qualquer fantasia ou camuflagem.
Será que já não é hora de deixarmos as justificativas de lado e assumirmos de forma verdadeira e sem disfarces nosso verdadeiro “eu”?
Será que ao assumirmos esse “eu” nossa mudança interior não se tornaria mais fácil?
Será… será… será… Mas se não tentarmos, como iremos saber? Então!
Vamos deixar de lado nossas justificativas, aquelas nas quais só nós acreditamos e vamos assumir nosso verdadeiro “eu”. Ele é horrendo? Sim, é…
Mas a medida em que o deixarmos vir à tona, e com coragem, com segurança, revestidos de uma intensa vontade de mudar, pouco a pouco poderemos ir moldando-o, burilando-o, até que este “eu” se torne brilhante, irradiando luz, iluminando caminhos e sendo verdadeiro, sem mais necessidade de justificativas nem disfarces. Que Deus olhe por vocês e abençoe os dias de suas vidas.
Tenham sempre muita paz.

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